Pé Diabético

É uma série de alterações anatomopatológicas e neurológicas periféricas que ocorrem nos pés das pessoas acometidas pelo diabete mellitus. Essas alterações constituem-se de neuropatia diabética, problemas circulatórios, infecção e menor circulação sanguínea no local. Essas lesões geralmente apresentam contaminação por bactérias e como o Diabetes provoca uma retardação na cicatrização, ocorre o risco do pé ser amputado.


O pé diabético ocorre pela ação destrutiva do excesso de glicose no sangue. A nível vascular causa endurecimento das paredes dos vasos, além de sua oclusão, o que faz a circulação diminuir, provocando isquemia e trombose.

A irradiação luminosa proporciona a inibição da prostaglandina estimulando a síntese da enzima superoxidesmutase, controlando a ação de radicais livres diminuindo a adesividade plaquetária, proporcionando aumento da irrigação sanguínea e regularização do pH da ferida estimulando a síntese de ATP, favorecendo a reparação epitelial da ferida. Recomenda-se as aplicações de 2 a 3 vezes por semana até sua completa cicatrização.

– Alívio da compressão e proteção da úlcera;
– Cuidados locais com a ferida;
– Inspeção frequente da ferida;
– Debridamento frequente da ferida (procedido por profissionais habilitados);
– Controle da exsudação e manutenção de ambiente úmido;
– Considerar terapia com curativos a pressão negativa no pós-operatório;
– Emprego de produtos biologicamente ativos (colágenos, fatores de crescimento, tecidos de bioengenharia) em úlceras neuropáticas;
– Empregos de curativos com sais de prata ou outros agentes antimicrobianos; e
– Fototerapia dinâmica PDT com azul de metileno.

Protocolo de Tratamento

Promover a limpeza e hidratação da região, realizar procedimentos convencionais para o tratamento de pé diabético.

Nos casos de feridas extensas, dividi-las em quadrantes e irradiar tantos pontos quanto necessários para cobrir todo o quadrante e assim, toda a lesão. Em feridas altamente contaminadas, fazer o uso de azul de metileno, irrigando toda a ferida contaminada. Irradiar toda a área com luz vermelha do equipamento, repetir a operação com o corante azul de metileno sempre que notar formação de exudato. O restante das aplicações fazer sem o uso do corante.


A Fotodinâmica irá atuar de forma bactericida e a Fototerapia sem o corante irá atuar na Fotobiomodulação celular; irá favorecer nutrição celular da região, a melhora da circulação e controle da inflamação de fibroses ou hiperplasias e minimiza o uso de medicamentos.

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Escrito por Dr. Luis A. Conrado

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